Levantamento de outubro de 2025 indica 41,71% de participação do Windows 10, enquanto o Windows 11 chega a 55,18%, com o suporte estendido ESU ajudando a adiar a migração
Mesmo após o fim do suporte, o Windows 10 continua presente em uma grande parcela do parque instalado de PCs. Em escala global, o sistema ainda responde por 41,71% dos computadores com Windows, de acordo com a Statcounter. Já o Windows 11, versão mais recente da plataforma da Microsoft, lidera o mercado com 55,18%, mas o avanço tem sido descrito como gradual.
O cenário reflete a combinação de fatores práticos e estratégicos. A atualização para o Windows 11 pode ser demorada ou até indesejada para muitos usuários e empresas, enquanto o programa de Atualizações de Segurança Estendidas, o ESU, dá sobrevida ao Windows 10, mesmo após o encerramento do suporte regular.
O que dizem os números da Statcounter
Os dados mais recentes indicam que, em outubro de 2025, o Windows 10 manteve forte presença. Como registra a fonte, “Dados da Statcounter mostram que o mês passado terminou com a versão 10 estando presente em 41,71% dos PCs com Windows.” No mesmo período, o Windows 11 consolidou a liderança, alcançando 55,18% de participação.
Nas versões anteriores, a participação é residual. O Windows 7 aparece com 2,52%, enquanto o Windows XP fica em 0,22%. As edições Windows 8 e Windows 8.1 registram 0,17% e 0,16%, respectivamente. Esses percentuais mostram que a base de usuários está, em sua maioria, concentrada nas duas versões mais recentes, com Windows 10 e Windows 11 praticamente monopolizando a adoção.
Apesar disso, é preciso cautela na leitura dos números. A própria fonte reforça as limitações metodológicas do levantamento. Como ressalta o texto, “É importante levar em conta que os dados da Statcounter não são precisos. As estatísticas do serviço são baseadas na análise dos acessos aos sites que utilizam as ferramentas da empresa, podendo haver variações importantes entre um mês e outro.” Ainda assim, esses dados são úteis porque “a Microsoft não divulga abertamente as estatísticas de uso de seus sistemas operacionais.”
Outro ponto de atenção é o ritmo de crescimento do Windows 11, considerado mais lento do que o esperado ao longo de 2025. A evolução existe, porém sem saltos expressivos. Nas palavras do conteúdo de referência, “Podemos observar, como exemplo, que a penetração do Windows 11 no mercado aumentou em outubro, mas em ritmo relativamente lento.” Para efeito de comparação, “Basta considerarmos que o Windows 11 estava presente em 49% dos PCs em agosto deste ano, ainda de acordo com os números da Statcounter.”
Fim do suporte ao Windows 10 e efeitos práticos
A data de encerramento do suporte marcou uma mudança importante na vida útil do Windows 10. A referência é categórica ao lembrar que “14 de outubro de 2025 é a data que marcou o fim do suporte ao Windows 10 pela Microsoft.” A partir desse ponto, o sistema passou a não receber mais atualizações funcionais nem assistência padrão.
Isso significa, textualmente, que “O fim do suporte ao Windows 10 significa que o sistema operacional não recebe mais atualizações regulares para correções de falhas, ajustes de desempenho ou acréscimo de funcionalidades.” Além do software em si, o suporte oficial também foi descontinuado, como indica a citação, “Além disso, a Microsoft deixou de oferecer atendimento padrão a usuários ou organizações que precisam de apoio para resolver problemas no sistema.”
Na prática, as máquinas que seguem no Windows 10 ficam mais expostas a riscos e a limitações, ao mesmo tempo em que muitas empresas e usuários avaliam custos, compatibilidade com aplicativos e janelas de manutenção para migrar ao Windows 11. Essa equação ajuda a explicar por que uma fatia tão grande ainda não fez a transição.
ESU, suporte estendido e por que tanta resistência
Um elemento central para entender a persistência do Windows 10 é o ESU, o pacote de Atualizações de Segurança Estendidas oferecido pela Microsoft. O conteúdo-base aponta, com todas as letras, que “Presumivelmente, outro fator que contribui para a permanência do Windows 10 em uma proporção tão grande de máquinas é o programa de suporte estendido oferecido pela Microsoft.”
Para consumidores, há um alívio temporário. A referência explica, “Por meio do ESU, sigla em inglês para Atualizações de Segurança Estendidas, usuários domésticos podem receber atualizações para o Windows 10 durante um ano.” No ambiente corporativo, há mais fôlego, como detalha a citação, “Já o ESU para organizações pode ser contratado por até três anos mediante o pagamento de uma taxa que aumenta de valor em cada renovação anual.” Segundo o texto, “A Microsoft oferece o ESU com o objetivo de dar mais tempo para que consumidores e organizações planejem uma migração para o Windows 11.”
É fundamental, porém, entender o escopo do programa: “Contudo, o programa oferece apenas atualizações importantes de segurança, deixando updates funcionais de fora.” Em outras palavras, o ESU mitiga riscos críticos, mas não adiciona recursos nem melhorias de desempenho, o que reforça a necessidade de um plano real de atualização.
Em síntese, o retrato de outubro de 2025 mostra um Windows 10 resiliente, amparado por ESU e por dinâmicas de migração mais complexas, e um Windows 11 que cresce, ainda que devagar. A leitura dos dados da Statcounter ajuda a dimensionar o momento, ao mesmo tempo em que deixa claro que, sem suporte completo e com atualizações apenas de segurança, a permanência na versão antiga deve ter prazo para acabar.

