Gemini 3: alta das ações da Alphabet faz Larry Page ultrapassar Jeff Bezos no ranking de bilionários, segundo a Forbes

Após anúncio do Gemini 3, cofundador do Google supera Bezos em ranking de bilionários

Gemini 3, a nova geração de inteligência artificial do Google, sacudiu o mercado financeiro e redesenhou o topo do ranking global de riqueza. Impulsionadas pela novidade, as ações da Alphabet dispararam nas primeiras negociações, e Larry Page, cofundador do Google, superou Jeff Bezos e assumiu a terceira posição entre os mais ricos do mundo, de acordo com a Forbes.

O efeito de confiança veio do anúncio de uma IA com “raciocínio em nível de PhD”, apresentado como um salto de qualidade para tarefas complexas que vão de pesquisa a programação. A expectativa é que o Gemini 3 amplie a competitividade do Google em IA, fortalecendo produtos e serviços que compõem o ecossistema da empresa, o que tende a se refletir na geração de receita e no valor de mercado.

Por que o Gemini 3 mexeu com o mercado

A nova versão do Gemini 3 foi recebida como uma evolução relevante nos recursos de IA generativa da Alphabet, com ênfase em precisão, contexto e capacidade de raciocínio. Para investidores, esse avanço técnico sinaliza maior potencial de monetização, tanto em publicidade e busca, quanto em nuvem, produtividade e dispositivos, áreas em que o Google já tem alcance massivo.

Em um cenário em que Big Techs disputam a liderança em inteligência artificial, o anúncio do Gemini 3 funcionou como um catalisador de percepção, aumentando a visibilidade de projetos estratégicos e reforçando a tese de crescimento. Esse movimento foi rapidamente precificado pelo mercado, elevando o apetite por ações ligadas ao ecossistema do Google.

Efeito imediato nas ações e nas fortunas

A informação foi divulgada pela Forbes nesta quarta-feira (19), destacando o salto de Larry Page no ranking de bilionários após a reação positiva da Bolsa. O mercado enxergou no Gemini 3 um gatilho para valorização, refletido em alta expressiva logo no início do pregão.

“Segundo a Forbes, o patrimônio de Larry Page chegou a cerca de US$ 7,6 bilhões após as ações da Alphabet avançarem 6% nas primeiras negociações do dia. Ele detém 3,2% de participação na holding que controla o Google.” O movimento também beneficiou Sergey Brin, cofundador do Google, que possui 2,9% da companhia e viu sua fortuna crescer em aproximadamente US$ 7 bilhões no mesmo período.

“Anúncio do Google Gemini 3 teve impacto imediato no valor de mercado da Alphabet”, sinalizando como a novidade em IA elevou a confiança de investidores nas perspectivas de médio e longo prazo do grupo.

Como fica o topo do ranking de bilionários

Apesar da escalada de Larry Page com o impulso do Gemini 3, as duas primeiras posições do ranking global seguem inalteradas no recorte divulgado. “O topo continua ocupado por Elon Musk, com patrimônio estimado em US$ 466,2 bilhões, seguido por Larry Ellison, presidente da Oracle, com US$ 276,5 bilhões.” Com a valorização da Alphabet, Page assumiu o terceiro lugar, ultrapassando Jeff Bezos, fundador da Amazon.

O avanço de Page reflete a sensibilidade de fortunas atreladas a participações em empresas de tecnologia, em especial quando há anúncios estratégicos que alteram expectativas de crescimento. Nesse caso, o Gemini 3 foi o catalisador, reforçando a percepção de que a Alphabet deve continuar acelerando em IA.

Quem é Larry Page e como a Alphabet se estrutura

Larry Page cofundou o Google com Sergey Brin em 1998. Ele foi CEO da companhia até 2001, voltou ao cargo entre 2011 e 2015 e, nesse período, liderou a criação da Alphabet em 2015, uma holding para organizar subsidiárias como Google, YouTube, Chrome, Android e Gmail. Em 2019, deixou o posto de CEO da holding, mas permaneceu no conselho e como acionista controlador, posição que o torna altamente sensível às oscilações do mercado.

Fora do Google, Page também investiu na Planetary Resources, empresa dedicada à mineração de asteroides que foi adquirida pela ConsenSys em 2018. A trajetória de Page, somada ao momento do Gemini 3, ajuda a explicar seu retorno à parte de cima do ranking, a partir de um ativo que o mercado entende como estratégico para o futuro da tecnologia.

Ao consolidar um salto em inteligência artificial com o Gemini 3, a Alphabet amplia a pressão competitiva no setor e reforça seu posicionamento em produtos que alcançam bilhões de pessoas. Se o desempenho técnico se converter em aplicações de alto impacto, o movimento visto na Bolsa tende a se sustentar, mantendo Larry Page entre os maiores bilionários do mundo e renovando a disputa com figuras como Jeff Bezos.

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