Nubank trabalho híbrido: banco digital dá fim ao home office total e inicia presença obrigatória em 2026, com expansão de escritórios e regras por cidade

Nubank abandona trabalho remoto e terá modelo híbrido a partir de 2026 • Tecnoblog

Nubank trabalho híbrido começa em julho de 2026 com dois dias presenciais por semana, passa para três em janeiro de 2027, inclui auxílio-realocação e mantém algumas funções 100% remotas

O banco digital decidiu encerrar o período de cinco anos de operação totalmente remota e adotar um modelo híbrido a partir de 2026. A mudança foi comunicada por David Vélez, fundador e CEO, que justificou a virada como um passo para fortalecer a cultura organizacional, acelerar a inovação e elevar a excelência operacional.

Segundo o executivo, as maiores inovações da companhia surgiram quando times trabalharam juntos, no mesmo ambiente. Em mensagem interna, Vélez afirmou que o trabalho remoto otimiza a conveniência individual, mas muitas vezes “compromete” a produtividade coletiva, e que há benefícios óbvios no home office, porém também “custos invisíveis” que afetam a colaboração.

A adoção do Nubank trabalho híbrido tem forte componente de infraestrutura. A empresa vai expandir e modernizar os escritórios em São Paulo, Cidade do México e Bogotá, além de abrir novos espaços para times específicos em cidades estratégicas e reforçar hubs internacionais já existentes. A comunicação oficial também reiterou que, mesmo com mais escritórios, não há planos de abrir agências físicas para atendimento ao público.

Como funcionará a transição presencial

O cronograma do Nubank trabalho híbrido foi dividido em duas etapas. A partir de julho de 2026, os funcionários deverão comparecer presencialmente dois dias por semana. Em janeiro de 2027, a exigência sobe para três dias por semana, em um processo de transição desenhado para durar cerca de oito meses e permitir ajustes operacionais.

Para dar suporte ao novo regime, os escritórios-sede de São Paulo, Cidade do México e Bogotá serão ampliados, e a empresa investirá em espaços adicionais para times em Campinas, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, Buenos Aires, área metropolitana de Washington D.C., Miami e Palo Alto. Os hubs de Berlim, Montevidéu e Durham seguem ativos.

Pelas novas regras, cerca de 70% das equipes estarão vinculadas a um ou mais escritórios designados. Quem mora a menos de 50 km de qualquer escritório oficial pode optar por trabalhar nele, mesmo que não seja o designado do time. Quem mora a mais de 50 km precisará comparecer ao escritório designado. Para reduzir impactos, o banco oferecerá auxílio-realocação aos profissionais que precisarem se mudar.

Quem fica remoto e como pedir exceções

Embora o Nubank trabalho híbrido seja a regra, a empresa manterá algumas funções 100% remotas devido à natureza das atividades. Entre elas estão Investor Help, Ouvidoria, Data Labeling, Financial Crime Investigation, Regulatory Solutions e Talent Acquisition. O desenho foi pensado para preservar a eficiência onde o remoto comprovadamente funciona melhor, ao mesmo tempo em que incentiva a colaboração presencial em áreas de produto, tecnologia e operação.

Os colaboradores poderão solicitar exceções ou extensões pessoais do prazo de transição com base em critérios como senioridade, desempenho, distância do escritório e situações médicas específicas. Esses pedidos serão avaliados caso a caso, respeitando necessidades do time e metas corporativas.

A comunicação aos funcionários ressaltou que o objetivo é equilibrar qualidade de vida e produtividade, reconhecendo que a conveniência do home office foi importante nos últimos anos, mas que a empresa enxerga maior potencial de velocidade de execução e integração entre equipes na convivência presencial.

Crescimento no remoto, lucro recorde e mais escritórios

O anúncio do Nubank trabalho híbrido acontece após um ciclo de forte crescimento em regime remoto. Segundo dados divulgados pela empresa, a base de clientes passou de 59 milhões para 122 milhões no Brasil, no México e na Colômbia durante os cinco anos de home office. No segundo trimestre de 2025, o banco reportou lucro líquido de US$ 637 milhões e faturamento recorde de US$ 3,7 bilhões, números que sustentam a ambição de acelerar a inovação com mais interação presencial.

Vélez reforçou a crença na força da colaboração no mesmo espaço físico, afirmando que as maiores inovações da história do banco nasceram quando as pessoas estavam “na mesma sala”. Ao destacar as vantagens de encontros frequentes, o CEO ponderou que o modelo remoto tem benefícios óbvios, mas também “custos invisíveis” e, em geral, “compromete” a produtividade coletiva, argumento central para a mudança.

Na internet, a decisão gerou debate, especialmente pela ironia apontada por usuários: um banco 100% digital, sem agências físicas, pedindo mais presença dos funcionários no escritório. Em resposta, a comunicação do banco assegurou que não há planos de abrir agências físicas, mantendo a estratégia de atendimento online, enquanto amplia a infraestrutura para seus times em polos estratégicos.

Com o novo arranjo, o Nubank trabalho híbrido busca reunir o melhor dos dois mundos, combinando estruturas de colaboração presencial com a flexibilidade que marcou os últimos anos. A expectativa é que a proximidade entre equipes acelere ciclos de desenvolvimento, reduza atritos operacionais e preserve práticas eficazes do remoto onde elas são mais produtivas.

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