Verizon corta 13 mil funcionários: demissões, fundo de US$ 20 mi e plano de reestruturação até 2026

Verizon: operadora dos EUA anuncia cortes de 13 mil funcionários

Após perder 7 mil clientes pós-pagos, a Verizon corta 13 mil funcionários e cria fundo de requalificação de US$ 20 milhões para acelerar a reestruturação

A Verizon corta 13 mil funcionários, cerca de 13% de sua força de trabalho, em uma reestruturação que mira redução de custos, simplificação operacional e maior foco no cliente. A medida ocorre após a operadora de telefonia móvel ter perdido aproximadamente 7 mil clientes de telefonia pós-paga e, ao mesmo tempo, acelerar a expansão de seus serviços de internet de alta velocidade.

Segundo a companhia, os trabalhadores nos Estados Unidos começaram a ser notificados nesta quinta-feira, dia 20, enquanto funcionários no exterior receberão orientações nas próximas semanas. Junto aos cortes, a empresa lançou um Fundo de Requalificação e Transição de Carreira de US$ 20 milhões, cerca de R$ 106 milhões, para apoiar quem for afetado.

Cortes e contexto: por que a Verizon reduz a força de trabalho

A decisão de reduzir o quadro acontece em um momento de ajustes estratégicos e reposicionamento competitivo. A Verizon corta 13 mil funcionários para tornar a organização mais ágil e alinhada às mudanças do mercado de telecom, onde a pressão por eficiência convive com investimentos em banda larga e novas tecnologias.

Em comunicado interno, o CEO Dan Schulman destacou que o redesenho busca simplificar operações e elevar a experiência do cliente. Nas palavras do executivo, “Precisamos reorientar toda a nossa empresa em torno da entrega de resultados e da satisfação de nossos clientes”. A mensagem coloca foco em produtividade, clareza de prioridades e disciplina operacional.

O cronograma de notificação prevê etapas distintas para os diferentes mercados em que a empresa atua. Nos EUA, os comunicados começaram no dia 20, e, no exterior, chegarão nas próximas semanas. A empresa reforça que a reorganização acontece em paralelo à expansão de ofertas de internet fixa e móvel de alta velocidade.

Segundo as informações divulgadas, a companhia também avançou em movimentos de portfólio. Concluiu uma fusão de US$ 20 bilhões com a provedora de fibra óptica Frontier e firmou acordo para adquirir a Starry, especializada em internet via antena. Embora essas iniciativas ampliem a presença em banda larga, a perda de 7 mil clientes pós-pagos elevou a pressão por ajustes de custos e eficiência.

Fundo de US$ 20 mi: requalificação para a era da IA

Para mitigar o impacto dos desligamentos, a empresa anunciou um fundo de US$ 20 milhões, aproximadamente R$ 106 milhões, dedicado à requalificação e à transição de carreira. O objetivo é oferecer treinamento digital, desenvolvimento de novas competências e apoio à recolocação, preparando os colaboradores para um mercado impactado pela inteligência artificial e por rápidas mudanças tecnológicas.

O pacote inclui programas de capacitação em habilidades digitais e de mercado, orientação para recolocação e medidas para reduzir impactos pessoais, priorizando trajetórias profissionais sustentáveis. Em mensagem aos times, Schulman reconheceu o momento delicado, afirmando: “A mudança é necessária, mas sabemos que pode ser difícil, especialmente quando afeta colegas valiosos.”

Ao vincular os desligamentos a investimentos em requalificação, a empresa sinaliza que a Verizon corta 13 mil funcionários, porém busca reter conhecimento e fomentar novas oportunidades, tanto internamente quanto em ecossistemas parceiros. A companhia afirma que os recursos serão direcionados de forma prática, com foco em empregabilidade e atualização de competências.

O que esperar até 2026 e impactos para clientes e mercado

Nas próximas semanas, as lideranças devem apresentar as novas estruturas organizacionais e as prioridades que nortearão a operação até o fim de 2025. A intenção é atravessar o próximo ano com a empresa mais enxuta e resiliente, iniciando 2026 com processos simplificados, metas claras e foco redobrado em desempenho para clientes e acionistas.

Schulman reforçou que a execução a partir de agora será decisiva para a competitividade da marca e a confiança do mercado. Segundo o executivo, “Nosso futuro será definido pela forma como liderarmos a partir de agora – com clareza, foco e uma visão compartilhada para vencer no mercado”. A mensagem indica uma guinada de gestão orientada a resultados, com ênfase em atendimento, qualidade de rede e rentabilidade.

Para consumidores e parceiros, a expectativa é de continuidade dos serviços, com atenção especial à experiência do cliente e à expansão da internet de alta velocidade. Internamente, a empresa afirma que os profissionais que permanecem terão papel essencial na construção de uma Verizon mais ágil e centrada no cliente. Nesse contexto, a decisão de cortar custos, somada ao investimento em capacitação, busca equilibrar a necessidade de eficiência imediata com a formação de capacidades para a próxima fase de crescimento.

Ao mesmo tempo, a ênfase em requalificação e transição de carreira procura atenuar os efeitos das demissões. Ao alinhar redução de despesas, fundo de requalificação e foco em produtos de maior valor, a estratégia aponta para um ciclo de ajustes que pretende fortalecer a posição da companhia no mercado americano de telecom, mesmo após um trimestre marcado por perda de clientes pós-pagos e a manchete de que a Verizon corta 13 mil funcionários.

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