Planos do Google para IA em 2026: dobrar capacidade a cada 6 meses e multiplicar por 1.000 nos próximos anos, com capex de até US$ 93 bi

Dobrar, multiplicar, dominar: os planos do Google para IA em 2026

Nos planos do Google para IA em 2026, a empresa acelera investimentos em infraestrutura e nuvem, destaca DeepMind e a CPU Ironwood, e alerta para riscos de bolha no mercado

O Google definiu uma meta agressiva para os próximos ciclos, sinalizando que pretende dobrar sua capacidade de computação de inteligência artificial a cada seis meses, de acordo com a CNBC. A ambição faz parte dos planos do Google para IA em 2026, quando a companhia espera enfrentar um ambiente especialmente competitivo, priorizando escalar infraestrutura e garantir fôlego para lançar e sustentar novos produtos de IA generativa.

Em reuniões internas recentes, a liderança reforçou que a estratégia passa por investimentos pesados em data centers, chips e eficiência energética. Sundar Pichai destacou a urgência dessa corrida tecnológica e observou que, sem ampliar a base computacional, a empresa corre o risco de atrasar lançamentos. Nas palavras do CEO, “É sempre difícil nesses momentos, porque o risco de não investir é muito alto”.

Dobrar a capacidade e multiplicar por 1.000: a meta que guia 2026

Durante uma reunião geral com funcionários em 6 de novembro, Amin Vahdat, chefe de infraestrutura de IA do Google, explicou que a companhia precisa multiplicar sua capacidade por 1.000 em quatro a cinco anos. O executivo destacou que não se trata apenas de gastar mais do que os rivais, mas de consolidar uma base de computação confiável, escalável e eficiente, capaz de acompanhar a demanda por modelos cada vez mais complexos.

Segundo Vahdat, a competição na infraestrutura é o núcleo da corrida atual. O próprio executivo sintetizou a prioridade: “A competição na infraestrutura de IA é a parte mais crítica e também a mais cara da corrida da IA.” Ao mesmo tempo, ele ressaltou a vantagem do Google com a DeepMind, responsável por pesquisas sobre modelos do futuro, e citou a CPU de sétima geração, Ironwood, que é quase 30 vezes mais eficiente energeticamente do que a primeira versão, lançada em 2018.

Para viabilizar a visão traçada nos planos do Google para IA em 2026, a empresa pretende acelerar a expansão de data centers e reforçar o ecossistema de software e hardware que sustenta seus modelos, como o Gemini 3, voltado a respostas mais complexas, além de ferramentas multimodais que exigem grande poder de processamento.

Infraestrutura, DeepMind e Ironwood: onde o Google aposta

O foco estratégico da companhia envolve consolidar uma arquitetura de computação capaz de suportar grandes modelos de IA, bem como ampliar a capacidade para treinar e inferir com custos menores. Nesse tabuleiro, a DeepMind atua como vetor de inovação, impulsionando o desenvolvimento de algoritmos e modelos de longo prazo, enquanto a família de chips internos, agora com a Ironwood, busca ganhos expressivos de eficiência energética e desempenho.

A busca por eficiência é central porque produtos como o gerador de vídeos Veo e recursos avançados do Gemini 3 esbarram, hoje, em limitações de capacidade computacional. A escalada de infraestrutura pretende liberar esses gargalos e sustentar experiências mais ricas, desde criação de conteúdo até copilotos especializados e recursos multimodais em escala global.

No contexto dos planos do Google para IA em 2026, Pichai também reforça a importância de escolher bem as frentes de investimento. O executivo reconhece que há incertezas no mercado, porém alerta para o custo de ficar para trás. Em sua avaliação, subinvestir pode atrasar produtos, reduzir a qualidade de resposta dos modelos e comprometer a liderança em IA generativa.

Capex bilionário, nuvem em alta e o debate sobre uma possível bolha

Para financiar a expansão, a Alphabet revisou sua previsão de gastos de capital para US$ 91 a 93 bilhões (R$ 486 a R$ 497 bilhões) em 2025, com foco em computação em nuvem e IA. O movimento acompanha a postura de rivais como Microsoft, Amazon e Meta, que também ampliaram seus orçamentos. Juntas, as quatro somam mais de US$ 380 bilhões (R$ 2,03 trilhões) em investimentos neste ano.

Os resultados do negócio de nuvem reforçam a estratégia: houve +34% em receita anual, ultrapassando US$ 15 bilhões (R$ 78,5 bilhões), além de uma carteira de pedidos de US$ 155 bilhões (R$ 810 bilhões). Esses números alimentam o plano de acelerar a infraestrutura necessária para escalar IA, apoiar clientes corporativos e dar tração a serviços embarcados no Google Cloud.

O cenário de investimentos recordes, porém, convive com o debate sobre uma possível bolha em IA, intensificado após quedas em ações de empresas como CoreWeave, Oracle e Nvidia. Jensen Huang, CEO da Nvidia, descartou a ideia, destacando crescimento de 62% na receita da companhia e previsões otimistas para o trimestre. Pichai, por sua vez, ponderou que “existem elementos de irracionalidade no mercado e, se uma bolha estourar, nenhuma empresa estará imune, inclusive nós”.

Ainda assim, a diretriz interna é seguir executando. Como resumiu o CEO, “O trabalho é garantir que nossa infraestrutura seja confiável, escalável e capaz de acompanhar a demanda, mesmo diante de incertezas do mercado”. Em outras palavras, os planos do Google para IA em 2026 priorizam construir uma base robusta, ampliar a eficiência energética com a Ironwood, explorar a vantagem tecnológica da DeepMind e proteger a liderança em IA, mesmo em um ciclo competitivo e volátil.

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