NASA transmite ao vivo imagens inéditas do cometa 3I/ATLAS, com horário, onde assistir e o que já se sabe

NASA vai revelar ao vivo imagens inéditas do cometa 3I/ATLAS

Transmissão com análise científica, participantes e plataformas

A NASA vai realizar uma transmissão ao vivo nesta quarta-feira, 19, às 16h, horário de Brasília, para apresentar imagens inéditas do cometa 3I/ATLAS. O evento será no Centro de Voos Espaciais Goddard, em Maryland, e reunirá especialistas para explicar os registros coletados por diferentes missões da agência, com contextualização científica e detalhes sobre o comportamento deste raro objeto interestelar.

Segundo a agência, a apresentação terá a presença de Amit Kshatriya, administrador associado da NASA, Nicky Fox, líder da Diretoria de Missões Científicas, Shawn Domagal-Goldman, diretor interino da Divisão de Astrofísica, e Tom Statler, cientista-chefe para corpos pequenos do Sistema Solar. A transmissão estará disponível no NASA+, no aplicativo da NASA, no site oficial, no YouTube e também no Amazon Prime.

O que a NASA vai mostrar ao vivo e onde assistir

Durante a live, a NASA promete revelar novas imagens do cometa 3I/ATLAS, explicar o contexto de aquisição dos dados e destacar o que eles revelam sobre a atividade do cometa, incluindo formação de anticauda e jatos de gás e poeira à medida que o objeto se aquece ao se aproximar do Sol.

O público poderá acompanhar pelo NASA+, pelo aplicativo e pelo site oficial, além do YouTube e do Amazon Prime, plataformas que a agência utiliza para ampliar o alcance de eventos científicos importantes. Em publicação nas redes, a NASA convidou os fãs de astronomia a participarem com perguntas usando a hashtag #AskNASA. Em tradução para o português, a mensagem diz: “Estamos realizando um evento ao vivo na quarta-feira, 19 de novembro, para compartilhar as imagens mais recentes do cometa interestelar 3I/ATLAS, coletadas por várias missões da NASA. Acompanhe os detalhes e envie suas perguntas para a transmissão com #AskNASA.”

Quem quiser se preparar pode conferir os trajetos estimados e simulações interativas do cometa 3I/ATLAS em ferramentas públicas, como o The Sky Live, o portal 3Iatlaslive, que agrega dados da NASA para mapas bidimensionais do Sistema Solar, e transmissões no YouTube que usam o Eyes on the Solar System, o simulador gratuito da própria agência.

Por que o cometa 3I/ATLAS é um visitante único

Descoberto em julho por astrônomos do Sistema de Último Alerta para Impacto de Asteroides com a Terra (ATLAS), um projeto financiado pela NASA, o 3I/ATLAS é apenas o terceiro objeto já identificado vindo de fora do Sistema Solar. Esse status torna cada observação extremamente valiosa para a ciência, já que cometas interestelares carregam pistas sobre a formação de outros sistemas planetários na galáxia.

Imagens obtidas em julho com o telescópio Gemini Norte, no Havaí, mostram o cometa 3I/ATLAS cruzando um céu repleto de estrelas, a partir de exposições com três filtros, vermelho, verde e azul. O crédito é do Observatório Internacional Gemini, NOIRLab/NSF/AURA e da equipe liderada por K. Meech, com processamento de Jen Miller e Mahdi Zamani, reforçando a colaboração internacional na documentação desse visitante raro.

Além de sua origem interestelar, o cometa tem despertado atenção por sua atividade e por uma órbita que permite visões privilegiadas a partir de diferentes plataformas, incluindo sondas em Marte e telescópios em solo.

O que já sabemos de Marte e de outros observatórios

Entre 2 e 3 de outubro, o cometa 3I/ATLAS passou relativamente perto de Marte. Na ocasião, a câmera HiRISE, instalada na sonda Mars Reconnaissance Orbiter (MRO), da NASA, registrou imagens com resolução de cerca de 30 km por pixel, segundo o astrofísico Avi Loeb, da Universidade de Harvard. Essas fotos mostram uma vista lateral da anticauda e dos jatos de gás e poeira liberados conforme o objeto se aquecia.

A importância desses registros contrasta com o atraso na divulgação. As imagens ficaram semanas sem análise ou publicação porque a NASA foi diretamente afetada pelo shutdown de 43 dias do governo dos EUA, que suspendeu parte das operações, reduziu equipes a serviços mínimos e atrasou o trabalho de setores inteiros. Com a normalização, a agência reuniu os dados para apresentá-los com a devida contextualização científica.

Na mesma época, o satélite ExoMars TGO, da ESA, também capturou uma sequência do cometa 3I/ATLAS a partir da órbita de Marte, usando o sistema de imagem CaSSIS. O conjunto de observações, de plataformas em Marte e em solo, aumenta a confiança na interpretação do comportamento do cometa, incluindo a evolução da coma e da cauda conforme variam a distância ao Sol e a incidência de radiação.

A expectativa é que, na transmissão, a NASA detalhe como o ventilamento de material volátil e a geometria de iluminação explicam as estruturas vistas até agora, e aponte próximas janelas de observação. Para o público, a live oferece uma oportunidade de ver, em alta qualidade, como agências e observatórios combinam esforços para analisar um cometa interestelar em tempo real.

Para quem pretende acompanhar o 3I/ATLAS por conta própria, plataformas como o The Sky Live mostram a posição atual, a distância em relação à Terra e a constelação onde o cometa se encontra, além de prever coordenadas para os próximos dias, um recurso útil para organizar observações com antecedência. Já o 3Iatlaslive integra dados para mapas bidimensionais do movimento do cometa pelo Sistema Solar, enquanto transmissões no YouTube com o Eyes on the Solar System permitem visualizar a órbita do cometa 3I/ATLAS e de outros corpos celestes gratuitamente, em qualquer dispositivo.

Rolar para cima