Anvisa suspende glitter comestível com plástico: veja marcas proibidas, riscos à saúde e como pedir devolução

Anvisa suspende marcas de glitter "comestível" com plástico; veja quais

Agência proíbe fabricação, venda e propaganda de glitter comestível de quatro marcas, notifica e-commerces e inicia recolhimento em todo o país

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária, Anvisa, anunciou a suspensão de quatro linhas de glitter comestível comercializadas para uso em alimentos, como na decoração de bolos e doces. A medida foi tomada após a identificação de material plástico na composição desses itens, um componente que não pode ser ingerido e representa riscos à saúde.

Segundo as informações, os produtos eram ofertados como ingredientes para confeitaria e, em alguns casos, incluíam ainda um componente desconhecido, descrito como “metal de transição laminado atômico 99”. Diante das irregularidades, a Anvisa determinou a proibição de fabricação, comercialização, distribuição, propaganda e uso de todos os lotes, além do recolhimento imediato do que já está no mercado.

A agência também pediu a colaboração de grandes plataformas de comércio eletrônico, a fim de impedir novas ofertas. Em nota, foi registrado que “A agência também já notificou plataformas de comércio eletrônico (Mercado Livre, Amazon, Shopee e Magazine Luiza) para exclusão das propagandas.”

Quais marcas de glitter comestível foram suspensas

De acordo com a decisão, a suspensão atinge quatro marcas usadas amplamente em confeitaria. Entre elas, a Glitz, com a linha Glitter para Decoração em diversas cores, por conter materiais plásticos e trazer indicação de uso em alimentos. A marca Jeni e Joni teve barrados os itens Glitter/Brilho para Decoração, Pó para Decoração, Pó de Ouro, Floco de Ouro, Floco de Prata e Floco Rose Gold, pelo mesmo motivo, com agravante da presença do ingrediente não identificado “metal de transição laminado atômico 99”, além da indicação de uso como ingrediente alimentar.

Também foi alvo da medida a Iceberg Chef, com as linhas Glitter Glow e Glitter Shine em várias cores, por conter plástico e sugerir aplicação em alimentos. Por fim, a Jady Confeitos teve suspenso o Glitter para Decoração, em diversas cores, novamente por conter material plástico e indicar uso como ingrediente alimentar.

Os itens eram comumente comercializados como “glitter comestível” e direcionados ao público de confeitaria artística. A Anvisa destacou que, apesar da aparência semelhante a produtos seguros, a presença de plástico torna o item inadequado para consumo, exigindo a aplicação de medidas sanitárias rigorosas.

Por que o glitter comestível com plástico é perigoso

A ingestão de componentes plásticos não é segura, especialmente quando incorporada a alimentos. O uso de glitter comestível com partículas plásticas pode implicar riscos que vão desde irritações gastrointestinais até preocupações mais amplas relacionadas à exposição a microplásticos.

Nas palavras do órgão regulador, “A Anvisa determinou a suspensão da fabricação, comercialização, distribuição, propaganda e do uso dos produtos. Os itens que já foram distribuídos estão sendo recolhidos.” A determinação vale para todas as unidades dos produtos listados, independentemente do lote, uma vez que as irregularidades dizem respeito à própria composição e à forma de oferta no mercado, com clara indicação ou sugestão de uso em alimentos.

Outro ponto de atenção é a presença do ingrediente descrito como “metal de transição laminado atômico 99” em parte dos itens da marca Jeni e Joni. Como não há identificação técnica clara desse composto para uso alimentar, a agência reforça o princípio da precaução em segurança de alimentos, priorizando a saúde do consumidor.

Além de bloquear a oferta nas lojas físicas e nos marketplaces, a Anvisa notificou as plataformas, conforme já informado: “A agência também já notificou plataformas de comércio eletrônico (Mercado Livre, Amazon, Shopee e Magazine Luiza) para exclusão das propagandas.” Essa medida ajuda a conter a circulação de glitter comestível irregular e facilita o recolhimento em todo o país.

Como o consumidor deve agir agora

A orientação imediata é interromper o uso de qualquer glitter comestível das marcas e linhas informadas e não ingerir os produtos. Se você tiver embalagens, guarde-as, pois rótulos e notas fiscais facilitam a identificação do item e o contato com o fabricante para devolução.

Conforme a comunicação oficial, “Caso o consumidor tenha adquirido um item suspenso, deve entrar em contato com a fabricante para receber orientação de devolução.” A responsabilidade de recolher os produtos do mercado é das empresas, que também devem apresentar um plano de recolhimento à Anvisa e informar consumidores e pontos de venda sobre os procedimentos.

Para quem comprou pela internet, a remoção das páginas de venda nos marketplaces, como Mercado Livre, Amazon, Shopee e Magazine Luiza, vai acelerar o processo de identificação e devolução. Se a sua compra foi feita por essas plataformas, verifique seus pedidos e utilize os canais oficiais para comunicar a situação e acionar a política de devolução, além de contatar diretamente a marca, conforme orientação da agência.

Se houver ingestão acidental, procure orientação médica e leve a embalagem para facilitar a avaliação profissional. Embora o foco esteja no recolhimento e na retirada do glitter comestível irregular do mercado, a medida da Anvisa reforça a importância de sempre verificar se decorativos alimentares possuem registro e autorização para uso culinário, evitando produtos destinados apenas à decoração de objetos ou artesanato.

Com a suspensão em vigor, a expectativa é que o recolhimento avance rapidamente, reduzindo o risco ao consumidor e promovendo um ambiente de segurança alimentar mais robusto, especialmente no segmento de confeitaria e decoração de bolos, onde o glitter comestível ganhou popularidade nos últimos anos.

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