OpenAI confirma correção, ChatGPT agora segue instruções para evitar travessão e Sam Altman anuncia a mudança, conversas em grupo chegam em teste
A OpenAI corrigiu o bug do travessão do ChatGPT que fazia a IA inserir o sinal mesmo quando o usuário pedia explicitamente para não usar. A mudança atende a um pedido recorrente da comunidade e promete tornar as instruções personalizadas mais confiáveis, em especial para quem busca um tom de escrita menos associado a textos gerados por IA generativa.
Por muito tempo, o travessão era adotado com frequência em respostas do modelo, o que levou parte dos usuários a evitar esse sinal de pontuação para não ter seus textos confundidos com conteúdos automatizados. Em situações relatadas por criadores e jornalistas, mesmo com o comando de evitar o travessão, o recurso aparecia, o que tornava o controle de estilo inconsistente.
Como resumiu o Tecnoblog, em linha com o que a OpenAI reportou, a mudança é clara: “Atualização da OpenAI faz ChatGPT seguir ordem para não usar travessão (—) nos textos. Até então, era comum a IA ignorar essa instrução.”
O anúncio foi reforçado publicamente por Sam Altman na sexta-feira, 14/11, em publicação no X: “Se você disser para o ChatGPT não usar travessões nas suas instruções personalizadas [prompts], ele finalmente fará o que deveria!”
A correção não elimina o travessão por padrão, ela apenas garante que, quando houver a orientação, a ferramenta respeitará o pedido. O Tecnoblog também ressalta que ainda falta transparência sobre a causa do problema: “A OpenAI só não explicou o que fazia o ChatGPT ignorar esse tipo de instrução.”
O que mudou com a correção do bug do travessão do ChatGPT
Na prática, a atualização fortalece o cumprimento de regras de estilo dadas via prompt ou por Instruções Personalizadas. Se o usuário determinar que não deseja travessão, o ChatGPT passa a ajustar a pontuação, priorizando vírgulas, parênteses e ponto e vírgula, quando cabível. Isso reduz retrabalho na edição e padroniza a voz para blogs, newsletters e reportagens que exigem consistência editorial.
Para equipes que utilizam a IA em fluxos de produção, o efeito é relevante. Além de economia de tempo, a estabilidade no cumprimento de instruções diminui a necessidade de filtros pós-processamento ou de revisões manuais apenas para retirar o sinal. O bug do travessão do ChatGPT vinha sendo um ponto de atrito porque quebrava a previsibilidade do output e, em alguns casos, prejudicava critérios internos de SEO e legibilidade.
A correção também melhora a experiência de quem quer evitar marcas estilísticas comumente associadas a respostas de modelos de linguagem. Embora não exista uma “assinatura” infalível de IA, certos padrões de pontuação e ritmo foram se tornando reconhecíveis. Com o ajuste, o usuário ganha controle fino sobre o estilo pretendido, sem precisar insistir no mesmo comando a cada interação.
Por que o travessão entrou na mira e como manter a clareza
O travessão não é um vilão. Como bem lembra o Tecnoblog, “Que fique claro desde já que não há nada de errado com o travessão. Esse elemento pode ser empregado em um texto para várias finalidades, como isolar ou destacar uma frase.” Ainda assim, por ter se tornado frequente em respostas do modelo, muitos passaram a evitá-lo, temendo que seus textos fossem interpretados como produzidos por IA.
Ao mesmo tempo, a força do hábito fez com que a ferramenta insistisse no sinal em alguns contextos. O bug do travessão do ChatGPT agravava a percepção de falta de controle sobre a saída textual, especialmente entre profissionais que trabalham com marcas e veículos que seguem guias de redação. Com a correção, volta a ser mais simples impor preferências de estilo sem comprometer a clareza.
Para quem deseja reforçar o estilo, vale configurar as instruções personalizadas pedindo explicitamente: “evitar o uso de travessão e preferir vírgulas”. Também é recomendável revisar os prompts de projeto, indicando exemplos de resposta com a pontuação desejada. A partir desta atualização, a IA tende a seguir essas orientações de forma mais consistente.
Outras novidades e o que esperar a seguir
Além da correção do bug do travessão do ChatGPT, a OpenAI testa conversas em grupo, recurso que permite a participação de mais de uma pessoa ao mesmo tempo. Segundo o Tecnoblog, a novidade está em fase de testes em poucos países, portanto a disponibilidade ainda é limitada e pode variar conforme a conta e a região.
Embora a empresa não tenha detalhado o motivo técnico que fazia o modelo ignorar o pedido de não usar o travessão, o resultado prático é positivo. A disciplina no cumprimento de instruções tende a reduzir ruídos na adoção da IA em redações, agências e times de conteúdo. Para quem depende de consistência, o ganho de previsibilidade é decisivo.
Se você já tinha registrado a preferência nas instruções personalizadas, o ideal é testar novamente e confirmar se a saída está alinhada. Caso ainda encontre ocorrências isoladas, inclua exemplos de resposta, reforce a orientação e salve as preferências para todos os chats. Com a atualização em vigor, a expectativa é que o ChatGPT respeite o estilo definido com mais fidelidade.

