As Marvels: cenas pós-crédito explicadas, Kamala inicia recrutamento e X-Men surgem como pista do futuro do MCU

As Marvels: o que mostram as cenas pós-crédito do filme da Marvel

As Marvels, sequência direta de Capitã Marvel de 2019, retorna com Brie Larson em meio a um universo instável, após eventos recentes do MCU. Na tentativa de corrigir uma anomalia cósmica, um buraco de minhoca entrelaça os poderes de Carol Danvers, Kamala Khan e Monica Rambeau, fazendo com que troquem de lugar quando usam suas habilidades ao mesmo tempo. Dirigido por Nia DaCosta, o filme teve recepção morna, mas reacendeu debates com suas sequências finais.

Em termos comerciais, o longa não foi um fenômeno, porém registrou um desempenho relevante para a fase atual da Marvel nos cinemas. Como consta na apuração, “alcançou aproximadamente US$ 206 milhões em bilheteria global, segundo o Box Office Mojo.” Mesmo sem grande adesão do público, as cenas pós-crédito de As Marvels voltaram a empolgar fãs, ao apontarem rumos claros para o futuro da franquia, com destaque para os Jovens Vingadores e a conexão direta com os X-Men.

O “recrutamento” de Kamala e o prenúncio dos Jovens Vingadores

Embora oficialmente exista apenas uma cena pós-crédito, a sequência final, exibida antes dos créditos, funciona como um prólogo do que vem a seguir no Universo Cinematográfico da Marvel. Nela, a Gaviã Arqueira interpretada por Hailee Steinfeld chega em casa e encontra Kamala Khan à sua espera, em um momento que remete diretamente ao método de Nick Fury para reunir os Vingadores no início da franquia.

Com humor e estratégia, Kamala revela que tem informações sobre a arqueira e quer saber se ela toparia integrar um grupo em formação. A jovem ainda cita a filha do Homem-Formiga, sugerindo a construção de um núcleo juvenil. Entre os fãs, a leitura é quase unânime, trata-se de um sinal claro dos Jovens Vingadores, time aguardado há anos, que vem sendo preparado com aparições de novos heróis ao longo das últimas fases do MCU.

Essa jogada narrativa dá a As Marvels um papel de ponte, reforçando a presença de Kamala Khan como articuladora de uma nova geração. O efeito é imediato para o público, já que o gancho desperta curiosidade sobre quem mais deve integrar a equipe e como esse time se encaixará na reorganização do universo, especialmente após uma fase de recepção instável e bilheterias oscilantes.

A cena pós-crédito oficial, Monica e a porta para outra realidade

Depois de se sacrificar para fechar a anomalia espacial por dentro, Monica Rambeau desperta em outra realidade, onde encontra Maria Rambeau aparentemente viva. O reencontro dura pouco, já que é interrompido por Fera, dublado por Kelsey Grammer, o mesmo ator que viveu o mutante nos filmes antigos de X-Men. Ele explica que Monica foi encontrada no espaço e levada para a Mansão Xavier, enquanto tentavam entender como ela cruzou dimensões.

Logo fica claro que a figura semelhante à mãe de Monica não é Maria, mas sim Binária, uma versão poderosa de Carol Danvers nos quadrinhos. Antes de sair, Fera comenta que Charles pediu uma atualização, o que confirma a presença do Professor Xavier naquele universo. O momento encerra em tom de mistério, quando Binária olha para Monica e pergunta, “Quem é você?”

O aceno aos mutantes não surge no vácuo. Em 2023, o hype cresceu com a confirmação de que Hugh Jackman voltaria a interpretar Wolverine em “Deadpool 3”, o que ampliou o diálogo entre linhas narrativas da Marvel no cinema. Assim, a participação de Fera e a menção a Xavier em As Marvels reforçam a estratégia de integração dos X-Men ao MCU, preparando terreno para participações e encontros mais robustos nas próximas fases.

O que isso indica para o futuro do MCU

As duas sequências cumprem funções complementares. De um lado, Kamala Khan assume o papel de recrutadora, sinalizando a formação dos Jovens Vingadores, com heróis que já vêm sendo apresentados no cinema e no streaming. De outro, Monica Rambeau abre uma verdadeira porta para o multiverso, em uma realidade onde os X-Men existem e onde Professor Xavier está ativo, o que reorganiza o tabuleiro para crossovers e conexões futuras.

Para os fãs, o recado é direto, As Marvels opera como um checkpoint da saga. Mesmo sem números estrondosos, a produção oferece a fagulha de reenergização que o MCU precisava, com ganchos sólidos, personagens populares e referências que conectam diferentes eras, dos Vingadores clássicos aos mutantes. Esse alinhamento, somado ao sucesso de interesse por eventos recentes como Deadpool & Wolverine, sustenta a sensação de que a franquia volta a organizar suas peças e a pavimentar novas linhas narrativas.

No fim, as cenas pós-crédito de As Marvels não são apenas um agrado aos iniciados. Elas definem prioridades, com espaço para uma equipe jovem ganhar protagonismo, enquanto a presença de Fera, Binária e a citação a Charles demonstram que os X-Men já estão no horizonte imediato. Entre recrutamentos, multiverso e nostalgia, a Marvel indica um próximo ciclo que pretende unir gerações, ampliar o escopo de heróis e recuperar o fôlego do seu universo compartilhado.

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